SEGURANÇA

Criança relata abuso por meio de desenho entregue para professora em escola de Itumbiara
Menina desenhou um abusador saindo de um quarto da esposa e indo até o quarto dela, segundo delegado. Situação aconteceu durante ação sobre o combate ao abuso infantil


Fachada da delegacia de Polícia Civil de Itumbiara, Goiás - Foto: Reprodução/ TV Anhanguera

Uma criança relatou um abuso por meio de um desenho entregue para uma professora em uma escola de Itumbiara, na região sul de Goiás. A Polícia Civil disse que o caso aconteceu durante uma ação sobre o combate ao abuso infantil. Segundo o delegado Anderson Pelágio, a menina desenhou um abusador saindo de um quarto da esposa e indo até o quarto dela.

"Uma das crianças fez um desenho de que um abusador saía de um quarto da esposa e ia até o quarto dela. Acharam aquela situação diferente, conversaram com a criança, acionaram o Conselho Tutelar e trouxeram o caso para a delegacia", disse o delegado.

Segundo a polícia, até o momento, o suspeito não foi preso. Até a última atualização desta reportagem, o g1 não havia obtido contato com a defesa dele para que se posicione.

A situação aconteceu após um evento sobre o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil, que é celebrado em 18 de maio. Na ocasião, foram realizadas palestras e outras atividades de conscientização na escola sobre o tema.

O delegado contou que, no dia, uma professora pediu que as crianças desenhassem o que elas entendiam sobre abuso. Nisso, uma das estudantes fez um desenho que chamou a atenção da professora, que entendeu que a menina poderia estar sendo vítima de algum tipo de abuso.

O investigador disse que assumiu o caso na quinta-feira (26) e já começou a ouvir pessoas relacionadas ao caso. Ele disse ainda que também irá intimar o suspeito, que até esta sexta-feira (27) não havia sido preso.

"A prisão não é algo automático, tem que existir investigação mínima e requisitos legais para isso", disse.

Para proteger a vítima, a Polícia Civil não divulgou a idade dos envolvidos nem o grau de parentesco entre eles. A corporação disse ainda que, além de ouvir testemunhas, como professores e familiares da aluna, também vai apreender o desenho feito pela estudante.

O delegado disse que exames feitos na criança não confirmaram a conjunção carnal, no entanto, isso não elimina a prática do crime.

"Sobre o exame o resultado não confirmou a conjunção carnal, isso porque ela narrou a prática de toques no corpo, algo que não deixam vestígios. Mas isso não elimina a prática do crime. Inclusive, é comum nessas formas de delito", disse.


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