SAÚDE

Derivado da maconha pode ajudar no tratamento pós Covid-19
Pesquisador do Incor e da USP vai testar se o canabidiol funciona no combate aos efeitos de longo prazo da doença


Canabidiol - Foto: Julia Teichmann/ Pixabay

Um estudo inédito comandado por pesquisadores brasileiros vai testar se o canabidiol (CBD), componente sem efeito psicoativo da maconha, pode ser usado no tratamento a longo prazo em pacientes que ficaram com alguma sequela pós Covid-19, ou na chamada Covid longa.

A eficácia comprovada contra outros casos inflamatórios parecidos com os da Covid-19 é uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores.

Coordenador da pesquisa e professor associado da faculdade de medicina da Universidade de São Paulo (USP), Edimar Bocchi, detalha como o derivado atua no tratamento. “O canabidiol atua através do sistema imunológico e bloqueia a informação, e essa medicação tem um grande potencial de beneficiar a sintomatologia dos pacientes pós Covid-19”, explica.

Ainda segundo o pesquisador, o processo de pesquisa vai ser feito de forma ativa usando pacientes que já tiveram a doença. “Ligaremos para pacientes que tiveram Covid-19 e verificaremos o grau de comprometimento da qualidade de vida que eles têm e se eles não tiverem nenhuma contraindicação contra o estudo. Em seguida, eles são sorteados a tomarem o placebo por três meses, e por fim é testado se essa medicação é efetiva ou não”, diz.

Dados do Covid-19

O Brasil registrou 11.202 novos casos e 333 óbitos por Covid-19 nas últimas 24 horas, de acordo com a última atualização do Ministério da Saúde, em 17 de setembro. Ao todo, mais de 21 milhões de brasileiros foram infectados pelo novo coronavírus desde o início da pandemia. O número de pessoas que morreram pela doença no País é de 589.573. Mais de 20,1 milhões de pessoas já se recuperaram da Covid-19 e outros 310 mil casos ainda estão em acompanhamento. 

A taxa de letalidade média do Brasil é de 2,8%. O Rio de Janeiro é o estado com o indicador mais elevado entre as 27 unidades da federação: 5,55%. Em seguida estão São Paulo, Amazonas e Pernambuco, todos com o índice acima dos três pontos percentuais.  

Taxa de letalidade nos estados 

RJ           5,55%
SP           3,42%
AM        3,22%
PE           3,19%
MA        2,87%
PA          2,82%
GO         2,74%
CE           2,58%
PR          2,58%
AL           2,58%
MG        2,56%
MS         2,56%
MT         2,55%
RO          2,46%
RS           2,43%
PI            2,19%
BA          2,18%
SE           2,16%
ES           2,16%
DF          2,12%
PB          2,12%
AC          2,07%
RN          1,99%
TO          1,68%
SC           1,63%
AP          1,61%
RR          1,57%

Os números têm como base o repasse de dados das Secretarias Estaduais de Saúde ao órgão.




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